Após vivenciar as mais variadas e inusitadas experiências, vejo que dividir conflitos, alegrias, dicas, choro, risos e raiva nos faz um bem enorme e nos ajuda na tentativa insensata de entender o nosso universo feminino e de como podemos nos relacionar melhor com o universo masculino.
Quero que a palavra IRADA com os seus mais diversos significados seja o ponto marcante deste blog para nós mulheres de fases: complicadas e perfeitinhas!
Gostaria que neste blog fosse compartilhado textos, pensamentos, dúvidas, dicas e desabafos para fazermos deste um ponto de encontro de amigas.Deixando claro que os blogueiros serão muito bem vindos!
Fiquem a vontade!
Beijos

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Amados e Odiados ..........Gatos!!!

Amados e odiados, os gatos têm uma longa história, feita de encontros e desencontros com a raça humana.
Sempre fui apaixonada por gatos, mas aprendi a respeita-los e entende-los nas horas mais difíceis da minha vida, e recentemente li um texto maravilhoso sobre a personalidade dos gatos e a nossa relação com os felinos, então resolvi dedicar este texto como agradecimento e tributo ao que representam na minha vida meus amores: Tug, Manú, Hello Kitty e Life.
Animais polêmicos, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso...nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece.
Animal na maioria das vezes odiado , o homem quer o animal, submisso, carente, bricalhão,obediente....mas os gatos não satisfazem estas necessidades de”amor” do homem!
Alguem já viu um gato amestrado? de gravatinha e obedescendo aos comandos do dono? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro, no fundo, compreende “necessidades afetivas” do dono e faz o que esperam dele.
Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso.
"Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.
O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio e espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. 
Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.
Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano, mas se comporta como um lorde inglês.
Quem não se relaciona bem com as próprias necessidades, com certeza não gosta de gatos. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência.
Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.
O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou com energias ruins, ele se afasta.
Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não os entende, pensa que ele não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre sabemos traduzir.
O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relacionam-se com energias, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente o nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.
O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega atenção. Desatentos não os agradam. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato!
Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.
Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso.  Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones.
Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade.  Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.
“O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério à disposição do homem.”
 

sábado, 6 de novembro de 2010

Decisões de vida

Hoje estou tentando organizar meus sonhos em seqüências e prioridades.
Quero recriar a canção da minha vida onde os acordes principais eram de alegria.
Quero tentar resgatar o projeto original da menina que era, feliz, sábia e esperançosa.
Mas para isso precisamos tomar algumas decisões de vida, algumas delas insperadas, outras esperadas e necessárias.
Estou diante da decisão que pode mudar o rumo da minha vida, e talvez pra sempre.Tenho medo da palara "sempre" pois me remete ao "sem volta" .
O futuro é construído pelas nossas decisões diárias, inconstantes e mutáveis, e cada evento influencia todos os outros.
Tentei parar de ouvir o meu  coração e viver apaixonadamente, para agir de acordo com o figurino da cabeça, tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la.
Neste momento o medo esta paralisando meus planos, estou com medo de partir para a ação com o pouco que tenho e muita vontade de ganhar.
Estou amaldiçoando minha sorte, para não encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a Vida me oferece.
Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir quem nós somos de verdade. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.
Mas será que essas mudanças de rota vão vir  para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido? A estrada é longa e o tempo é curto.
Mas a decisão tem que ser tomada de alguma maneira, certa ou errada, e preciso de serenidade e tranquilidade para fazer isso da forma mais correta, a forma que o meu "eu" se faça presente.
A cada segundo podemos decidir o momento seguinte, por isso vou tentar escolher a melhor parte de mim, porque este é o meu momento de decisão e não vou tentar não ter medo dele.
Posso passar o dia aqui escrevendo e me lamentando, mas posso decidir que vou decidir, pois se as coisas não sairem como planejei, posso ficar feliz porque ainda terei o amanhã para recomeçar , a vida esta na minha frente esperando para ser o que eu quiser, e tudo só vai depender de como eu encaro tudo o que acontece.
Estou no momento onde posso resolver , vencer ou entregar tudo novamente ao tempo em que ele existiu para lá permanecer.
Vou decidir por ser feliz!